quinta-feira, 20 de setembro de 2012

#Música para Juventude


Estamos voltando e com grande estilo, desculpem-nos o tempo fora do ar, mas agora é pra valer.
Fiquem com Deus!

sábado, 17 de março de 2012

PRA QUE OUTROS POSSAM VIVER, VALE A PENA MORRER.

 

Encontrei esta mensagem no blog Jovem da Palavra. Muito boa assistam.
"É uma tremenda reflexão que todo cristão deveria assistir e repensar sua fé."
"Hoje, tudo o que o Pai procura são anônimos dispostos a serem usados por Deus;
servos que não queiram os holofotes, mas que desejam ver Cristo brilhar;
homens pequenos e fracos, mas humildemente prostrados aos pés de Cristo."
"Se você não está disposto a morrer por uma causa, vc não é digno de viver.
"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Um filme mais ou menos, um livro mais ou menos.." Tudo perda de tempo! O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.

sexta-feira, 2 de março de 2012

CHAMADOS PARA FRUTIFICAR


Durante os aproximadamente três anos de ministério de Jesus entre os seus discípulos, uma das suas maiores tarefas era a de treiná-los para que pudessem continuar a sua obra. Na sua prática, esse treinamento não se daria de outra forma senão através do ensino. Jesus se ocupou em ensinar aos seus discípulos as verdades pertinentes ao Reino dos Céus. Uma das formas de ensinar tais verdades era transmiti-las por meio de parábolas. A parábola do semeador é um bom exemplo disso. 

A principal lição ensinada por Jesus através dessa parábola diz respeito ao interesse de Deus em que vivamos uma vida frutífera, produtiva, próspera em relação às coisas do Seu Reino, o que, conseqüentemente, redundará em satisfação pessoal plena. Na parábola do semeador quatro situações distintas acontecem. A primeira fala daqueles que vivem à beira do caminho, onde a semente lançada não frutifica pois logo é pisada ou retirada pela aves que descem do céu. Não é difícil entender o que Jesus queria ensinar com isso. Ele mesmo explica. É impossível experimentarmos uma vida próspera e abençoada se vivemos à margem das coisas de Deus, à margem do Seu caminho, da Sua Igreja. Quantas pessoas vivem hoje uma vida miserável e ainda não compreenderam que talvez isso se dê pelo simples fato de estarem longe de Deus e de Seus propósitos. 
A segunda situação ensinada por Jesus fala daqueles que ouvem a palavra, recebem a semente, mas não produzem porque não há raiz e logo vindo o sol, o tempo das provas, tudo se perde. Precisamos entender que é necessário aprofundarmos o nosso relacionamento com o Senhor, criarmos raízes com Ele e com o Seu Reino, pois ninguém vencerá as provas e as tentações se vivermos uma vida superficial.  Em um terceiro momento Jesus fala daqueles que recebem a semente, mas nada produzem pois são sufocados pelas coisas do mundo, a saber, seus cuidados, seus deleites e suas riquezas.  Também não é de difícil compreensão tal verdade por vermos ao nosso redor muitas pessoas que desejam muito que o mundo oferece acabaram sufocando e matando a obra de Deus em suas vidas. 

Por último temos a boa semente caindo em um coração bom e honesto, aberto às coisas de Deus e desejoso de viver para o Senhor. Esse é quem tem experimentado uma verdadeira vida próspera. Nem todos que ouviram tal ensinamento conseguiram entender o que Jesus queria ensinar. O meu desejo e a minha oração é que você compreenda que o propósito de Deus para sua vida é sim de uma vida frutífera, abençoada e próspera. O princípio já foi estabelecido por Ele e agora só depende de você.

Com amor,

Pr. Carlos Henrique.
Pastor da Igreja Evangélica Congregacional de Ponte Seca. Formado em Bacharel em Teologia no ano de 1994 pelo Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro. Ordenado em 07 de janeiro de 1995. Em 14 de janeiro de 1996 foi empossado como Pastor efetivo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Glória a Deus nas alturas!

“Glória a Deus nas maiores alturas, paz na Terra e boa vontade entre os homens!”

Essa saudação angélica aos pastores, em Belém da Judéia, na madrugada em que nasceu Jesus de Nazaré, anunciava o cumprimento de várias profecias, e a consecução de uma promessa, o nascimento da criança prometida do jardim: o descendente da mulher, que esmagaria a cabeça do serpente, signo do adversário de nossas almas, fomentador da confusão que inviabiliza qualquer relacionamento, seja com o Deus, seja consigo mesmo, seja com o próximo.

O Deus Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), através do Filho, de quem a criança da manjedoura, nascida sob a sombra da cruz, e à luz da ressurreição, é a encarnação, oferecia a sua própria vida para que houvesse paz.

Nesse gesto, ao satisfazer o princípio de justiça, que permite o sustento do Universo, a Trindade eterna semeava o princípio da graça, o princípio do favor imerecido, que permite o perdão.

A Trindade eterna pode perdoar-nos por nossas ofensas. Perdoados, nos reencontramos com o Eterno, e, assim, conosco, pois a identidade de cada um de nós estava nos aguardando em Deus, e fica desvendada a razão de nossa existência: comungar com a Divindade Trina. E, conscientes e movidos pela graça, podemos oferecer ao outro o perdão, que é a condição para a paz, e a semeadura da justiça.

É Natal, Jesus nasceu! O Deus veio ao nosso encontro para que possamos nos achar na existência, e, então, encontrar o outro na vida, que, necessariamente, deve ser compartilhada entre todos, para que a dignidade, que impõe a satisfação das condições necessárias para um viver com a melhor qualidade, seja um bem universal.

Feliz Natal!

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Ariovaldo Ramos, filósofo, teólogo, pastor na Comunidade Cristã Reformada (São Paulo) e embaixador da Aliança Evangélica Brasileira e da ONG Visão Mundial.


 Fonte:http://www.ultimato.com.br/conteudo/gloria-a-deus-nas-alturas
 

sábado, 10 de dezembro de 2011

#Música para Juventude



Leon Souza
Unijovem Mares

O desenvolvimento é uma aspiração da juventude

(Adital) O Brasil vive um momento singular também para a sua juventude. O momento é marcado pelo bônus demográfico, quando temos a maior População Economicamente Ativa (e a mais jovem) de nossa História. São cerca de 52 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, mais de 50% da PEA. Isso torna incontornável ao desafio do desenvolvimento abrir à juventude um horizonte de direitos, considerá-la protagonista desse momento.
O movimento sindical classista busca qualificar e disputar o modelo do desenvolvimento, através da valorização do trabalho, o que pode integrar a nova geração em uma trajetória de direitos e oportunidades, numa curva de elevação de salários, de formação profissional, de fortalecimento do mercado interno, de incorporação de valor e tecnologia à produção, com a afirmação do Brasil, uma integração de novo tipo na América Latina e o crescimento das relações Sul-Sul.
Esse desafio é imenso. A oportunidade do bônus demográfico é transitória. Doravante, nosso crescimento vegetativo levará ao envelhecimento da população, que trará em si a qualidade de vida que pôde construir nesses anos que vivemos. Os piores indicadores sociais afligem a juventude atual, que sofre ainda os prejuízos de mais de 20 anos de crise e recessão, agravados pelo neoliberalismo. Esse déficit social não foi equacionado, e mesmo com os avanços, muito houve de lentidão e de concessões feitas pelo projeto mudancista iniciado por Lula. Elas tiveram seu impacto na inclusão juvenil, porque o ritmo do crescimento econômico e da produção, os empregos, os direitos, tudo é condicionado à correlação de forças dessa época de hegemonia do capital financeiro, aprofundada pelo neoliberalismo, que ainda não foi vencido.
A juventude e o Brasil não podem mais esperar
Deixar a juventude envelhecer desempregada, nas prisões, sem saúde, sem cultura, sem escola, que é o que o neoliberalismo nos impõe, é sobretudo, uma decisão política, que nos legaria um futuro de privações, tristezas e submissão. Só uma política estratégica, com recursos, pode enfrentar o desafio da juventude e do desenvolvimento. Duas coisas interessam à juventude: ter prioridade para o desenvolvimento nacional, o que torna inescapável a necessidade de derrotar o capital financeiro que parasita a Nação, cobrando preço altíssimo exatamente à juventude.
Há quase uma década da primeira eleição de Lula, quais as políticas públicas que de fato mudaram a vida dos jovens brasileiros? Destacam-se as que lhes apontam o caminho da escola e do trabalho qualificado e com direitos, abrindo caminho à emancipação, que se efetiva com a incorporação a uma vida adulta plena. As iniciativas mais consistentes são políticas como a reserva de vagas, as cotas, o Bolsa Família (graças à obrigatoriedade de frequência escolar), o PROUNI, o REUNI e o PROJOVEM – com seu êxito a depender da incorporação dos jovens em situação de vulnerabilidade à escola e ao trabalho. E daí advém as expectativas positivas a respeito do PRONATEC, que propõe educação profissional para 8 milhões de brasileiros(as).
Os rentistas atrasam o Brasil
Os limites de tais políticas foram claramente influenciados pela capacidade de investimento do Estado Brasileiro, submetido ao constrangimento do rentismo, que impõe uma política monetária que onera a produção e o consumo. Em 2010, ela nos custou a bagatela de 44,93% do Orçamento da União, conforme ilustrou a revista Le Monde Diplomatique Brasil, em junho, que nos traz o interessante gráfico a seguir. Importante recordar que Tiradentes lutava contra o quinto que pagávamos a Portugal, que era 20% do ouro, e por isso foi esquartejado, teve seu corpo exposto à fome dos urubus, teve sua casa demolida e salgada, para que nada nascesse em seu solo. Ainda hoje é assim, vejam só!

Esses 635 bilhões de reais foram para os rentistas, os banqueiros, o capital financeiro, sangrando a produção, a educação, a saúde, os trabalhadores e o povo. O que se fez, e muito se fez, foi apesar disso, e não graças ao suposto rigor fiscal, como apregoa a imprensa golpista, o capital financeiro e seus sócios. Por isso é tão importante defender as mudanças na política econômica, enfim iniciadas após as manifestações de estudantes e trabalhadores do campo e da cidade realizadas em agosto, em especial as sucessivas reduções da taxa SELIC – que remunera os títulos da dívida pública, encarece o crédito e a produção. É preciso tornar sem retorno tais mudanças, conformando um novo pacto nacional que valorize a produção, o trabalho, o investimento produtivo e a mudança da face do país, no contexto do Pré-Sal, dos grandes eventos esportivos e da retomada do crescimento econômico, e apesar da crise. Em um contexto desses os jovens serão a mola, e não o calcanhar de Aquiles do desenvolvimento.

Fonte:  http://ultimato.com.br/sites/jovem/2011/12/07/o-desenvolvimento-e-uma-aspiracao-da-juventude/

sábado, 3 de dezembro de 2011

#Música para Juventude

Leon Souza
Unijovem Mares

Advento sitiado

Atualizando a parábola do rico e do pobre, ou o confronto de João Batista com Herodes, banquetes, ceias, e comemorações de fim de ano, uma festa para a massificação do consumo e desperdício está em andamento, e ao mesmo tempo se exibe uma falsa privacidade. Ninguém pode mais concordar com Hegel, filósofo muito interessante. É uma pena! Dizia que “a privacidade nos ajuda a viver num mundo sem compaixão”. Hoje, esse conceito não funciona mais. Para muitos não há mais um mundo privado para reflexão. Agimos “como um cão que volta ao seu vômito” (Lc 16,19-31). De que vale a privacidade num mundo assim? A cultura utilitarista predomina. Como objetos comprados, descartáveis, “use e jogue fora”, os valores de uma ética de partilha e solidariedade são atirados no lixo sem o menor pudor.
 
O Advento e a Natalidade do Senhor nada significam, hoje. O problema, no entanto, são os valores veiculados em substituição aos tradicionais sobre amor, solidariedade, compaixão e cuidado com o outro. Ideias voyeuristas expõem o ser humano como mercadoria barata, afirmando isoladamente a falta de importância das mesmas. Como diz Jurandyr Freire, vive-se uma cultura sitiada pelo dinheiro nas festas de fim de ano. Uma geração inteira encontra-se dopada, quando se encarrega de adotar e veicular os “novos valores” sem nenhum controle. A compulsão do evangelical business não deve ser desprezada. A juventude evangélica, “diante do trono” gospel, sabe muito bem que estamos falando da cultura do dinheiro. Aderimos ao tema mundial “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Fim de papo.
 
Consumo rápido, fast-food: molho de tomate, hamburguer são alimento e sangue dessa nova cultura. Jovens evangélicos abraçam o gospel como religião emocional salvadora. São inaugurados bares e boates gospel para o compartilhamento cultural do novo jeito de ser “crente moderno”. Jovens de outras tendências, possivelmente não-religiosos, extasiados, adeptos confessos da cultura rock, marcam os costumes das novas gerações com piercings, tatuagens, uso “quase livre” de drogas estimulantes, para vários fins, como os comprimidos de ecstasy e viagra para a inapetência geral. Vale tudo, enquanto são convidados a esquecer a História, as lutas pelas liberdades civis e direitos fundamentais do homem e da mulher. O passado não interessa, o presente justifica tudo. Comamos e bebamos, aproveitemos, porque amanhã... não interessa.
 
Poucas décadas atrás, o anseio de liberdade devido às ditaduras e a sustentação de totalitarismos em todos os quadrantes, a precarização do ensino, o desemprego, a ausência de liberdades civis, cidadania, direitos humanos, levava os jovens às ruas. Quem imagina jovens apaixonados por festivais gospel, e encontros carismáticos, “marchas-com-jesus”, frequentadores de shoppings, nas ruas reivindicando direitos fundamentais para a sociedade toda? A obsessão consigo mesmos se manifesta menos no ardor do gozo da juventude que no medo da velhice, da doença, na panacéia oferecida como remédio para aproveitar bem o tempo em atividades que dão prazer ao corpo, a qualquer custo, menos que os prazeres da alma e do espírito (Gilles Lipovetsky). 
 
Há inquietações, no entanto. Tudo deveria inquietar e desassossegar. O terrorismo e seus estragos na paz mundial que nunca chega, a fome global, a poluição urbana, a ausência da socialização das riquezas monetárias (nunca tantas pessoas tiveram tanto dinheiro, bens, posses, possibilidades que envolvem o direito à propriedade ilimitada), a violência nas periferias das metrópoles, a fragilidade do corpo diante de enfermidades antigas e recentes (o drogadismo farmacológico, entre outras). A compulsão consumista equivale às demais compulsões pelo álcool, pelas drogas leves ou pesadas, pelo sexo, pelo jogo, pelo trabalho sem repouso.
 
Entre os etariamente maduros, também, todos ficam felizes. No Natal, nas comemorações com parentes e amigos, falaremos de moral, ciência, religião, política partidária, esportes, amor, filhos, saúde, alimentação saudável, esteira rolante, eletrocardiograma, mamografia, ultrasom, próstata, colunoscopia, medicina de ponta, e mesmo assim chega o dia inevitável em que se vai para o caixão. “E virá a próxima geração de idiotas, que também falará sobre a vida e o que é apropriado para se viver bem. Meu pai se matou, os jornais o deixavam deprimido. E você pode culpá-lo com o horror, a corrupção, a ignorância, a pobreza, o genocídio, o aquecimento global, o terrorismo, os valores morais imbecis e os imbecis armados até os dentes”? (Woody Allen). Levar gol contra acaba cansando... Contudo, urge observar os temas do Advento do Senhor.

 
É pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e autor do livro “O Dragão que Habita em Nós” (2010).

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lá vem o Sol...


Lá vem o Sol... 
Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas. (Malaquias 4.2.)

Adventus Redendoris (a vinda do Redentor)
O Natal (Teologia da Encarnação) e a Páscoa (Teologia da Ressurreição) se constituem nas mais importantes solenidades da tradição cristã. O Natal, porque faz referência à encarnação do Salvador divino, na criança humilde de Jesus, filho de Maria, na época em que Herodes Antipas era o tetrarca da Galiléia; e a Páscoa, porque rememora a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, ocorrida no período em que Pôncio Pilatos governava a Judéia.

No entanto, não se trata de mera retrospectiva histórica, mas, antes, de atualização celebrativa de um acontecimento salvífico que tem implicações para o presente e é determinante em relação ao futuro daqueles e daquelas que o celebram com fé.
A Páscoa cristã é a festa mais antiga, e já era comemorada no final do primeiro século da nossa era. O Natal é mais tardio, e só se fixou a partir do século IV, mas isso a partir da tradicional celebração do dia de Epifania (6 de janeiro), que já era comemorada em meados do primeiro século.
A Epifania (palavra que significa “manifestação”) era festejada pelos cristãos já no final do primeiro século e início do segundo (a ponto de ficar registrada nos Evangelhos, cf. Mt 2), como a evidência de que o evangelho de Jesus Cristo não era uma exclusividade dos judeus-cristãos, mas uma manifestação da graça de Deus para toda a humanidade. Por isso, recorda-se, nessa festa, a visita dos Magos, que vieram do Ori¬nte para saudar o Deus-criança e dar-lhe presentes; bem como o Batismo do Senhor, ocasião em que Jesus se apresenta publicamente como Filho de Deus; e ainda a realização do seu primeiro milagre, na cidade de Caná da Galiléia, pelo qual Jesus inicia publicamente seu ministério.
O Ano Litúrgico começa com o período do Advento, no quarto Domingo que antecede o Natal. A palavra “advento” vem do latim Adventus Redemptoris, ou “a vinda do Redentor”. Mais do que um período preparativo para festejar o Natal, o Advento nos alerta para a necessidade de nos prepararmos diante do evento final da história: o Segundo Advento de Cristo. A criança de Belém é o Senhor e Juiz das nações, que virá em poder e glória no fim dos tempos para estabelecer o reino pelo qual pedimos na Oração que ele mesmo nos ensinou.

A tonalidade de fundo que percorre o I Domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. As nações se reunirão. O dia está próximo (ciclo A). De fato, esperamos que o Senhor Jesus se revele. Quando vier, tudo será restaurado, o universo e cada um de nós (ciclo B). É preciso vigiar e estar pronto para comparecer de pé diante do Filho do homem. Um germe de justiça se instaurará no fim dos tempos, pelo que devemos estar firmes e irrepreensíveis (ciclo C).

Se o reino dos céus está próximo, é mister preparar os caminhos. É o tema específico do II Domingo do Advento. O Espírito está sobre o Senhor e nele as promessas são confirmadas (ciclo A). Preparar os caminhos significa preparar um mundo novo, uma terra nova (ciclo B). Devemos saber ver a salvação de Deus, cobrir-nos com o manto da justiça e revestir-nos do esplendor da glória do Senhor (ciclo C).

O III Domingo apresenta os tempos messiânicos. Deus vem salvar-nos, a sua vinda está próxima, as curas são o sinal de sua presença (ciclo A). No meio de nós está alguém que não conhecemos. Exultamos pela presença de quem está marcado pelo Espírito (ciclo B). Um mais poderoso que João Batista deve chegar. Já está aqui. É esse o tempo da fraternidade e da justiça (ciclo C).
O IV Domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias. José foi pré-advertido. Uma Virgem (uma jovenzinha) conceberá o Filho de Deus, Jesus Cristo, da estirpe de Davi (ciclo A). A notícia é comunicada a Maria. O trono de Davi será firme para sempre. O mistério calado por Deus durante séculos é agora revelado (ciclo B). Também Isabel agora sabe. De Judá sairá aquele que vai reger Israel. Ele vem para cumprir a vontade de Deus (ciclo C).


Luiz Carlos Ramos Luiz Carlos Ramos Pastor Metodista e Teólogo. Graduado em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul (1983). Mestre (1996) e Doutor (2005) em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo. Atualmente é Professor da Universidade Metodista de São Paulo, onde também coordena o setor de Liturgia e Arte. 
 
Fonte: http://www.novosdialogos.com/artigo.asp?id=732